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14.3.10

Pela primeira vez luz de um planeta distante e captada.

Os pesquisadores encontraram o espectro de um planeta gigante que orbita a estrela HR 8799




Divulgação/ESO - A estrela HR 8799, com a posição do planeta analisado demarcada pelo círculo branco




Astrônomos anunciam ter obtido, pela primeira vez, o espectro direto - a "impressão digital química" - de um planeta em órbita de uma estrela distante, anuncia o website do Observatório Europeu Meridional (ESO). Esse feito que poderá ajudar a compreender a formação e a composição desse mundo.

"O espectro de um planeta é como uma impressão digital. Oferece informações essenciais sobre os elementos químicos na atmosfera", explica, em nota, Markus Janson, principal autor do artigo de descreve a descoberta. Segundo ele, o processo usado poderá, no futuro, ajudar a encontrar marcadores químicos da presença de vida em outros planetas.

Os pesquisadores encontraram o espectro de um planeta gigante que orbita a estrela HR 8799, um sistema localizado a 130 anos-luz do Sol. A estrela tem 50% mais massa que a Terra, e abriga um sistema que parece uma versão em escala maior do nosso Sistema Solar, com três planetas gigantes.

"Nosso alvo era o planeta do meio, com cerca de dez vezes a massa de Júpiter e uma temperatura de cerca de 800 ºC", diz, também em nota, Carolina Bergfors, membro da equipe de cientistas. "Depois de mais de cinco horas, conseguimos destrinchar o espectro do planeta da luz muito mais brilhante da estrela".

Esta é a primeira vez que o espectro de um planeta em órbita de uma estrela semelhante ao Sol é obtido diretamente. Anteriormente, os únicos espectros obtidos dependiam de aguardar o planeta passar na frente e atrás da estrela, e comparar os espectros estelares das duas situações. No entanto, esse método só pode ser aplicado se estrela e planeta estiverem num alinhamento preciso, o que só ocorre numa pequena fração dos sistemas conhecidos.

Janson compara o feito atual, obtido com um telescópio do ESO no Chile, a "ver do que uma vela é feita, observando-a a uma distância de 2 km, ao lado de uma lâmpada de 300 W". O espectro foi obtido principalmente graças a um instrumento que detecta radiação infravermelha.

A observação da luz emitida pelo planeta permite determinar sua composição química porque diferentes substâncias absorvem e emitem radiação em diferentes frequências. A análise dessas frequências possibilita determinar a composição do corpo.

1.1.10

Descobertos mais 32 novos planetas extrassolares

Multiplicam-se a cada dia as possibilidades de vida extraterrestre na matemática terrestre



Planeta com 6 massas terrestres, orbitando ao redor de uma estrela que tem duas companheiras



Cientistas, utilizando os telescópios do Observatório Europeu Meridional (ESO), baseado no Chile, não encontraram nenhum planeta do tamanho da Terra, que parecesse habitável, ou mesmo, incomum. Mas o anúncio eleva o número de planetas já descobertos fora do Sistema Solar a mais de 400. Astrônomos descobriram 32 novos planetas fora do Sistema Solar, o que vem se somar à evidência em favor da idéia de que o universo está repleto de possíveis palcos para vida. Seis dos recém-descobertos são algumas vezes maiores que a Terra, elevando o total das chamadas "Superterras" em mais de 30%. A maioria dos planetas descobertos até agora é muito maior, do tamanho de Júpiter ou mais. Dois dos recém-descobertos são pequenos, com até cinco vezes o tamanho da Terra, e um deles tem cinco vezes o tamanho de Júpiter. 


O astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Genebra, disse que os resultados dão apoio à teoria de que a formação de planetas é um fenômeno comum, especialmente ao redor de um certo tipo de estrela."Estou bem confiante de que há planetas semelhantes à Terra em toda parte", disse Udry, em uma entrevista coletiva conduzida via internet, a partir de Portugal. "A natureza não gosta do vácuo. Se há espaço para pôr um planeta lá, haverá um planeta lá". O que os astrônomos dizem que é especialmente interessante é a alta proporção - cerca de metade - de um tipo de sistema estelar com estrelas relativamente leves que contam com planetas ao redor. 


Isso é mais do que a teoria atual sobre a formação de planetas esperaria. Dois dos planetas encontrados junto a essas estrelas têm tamanhos próximos ao da Terra, disse o astrônomo Xavier Bonfils, do Observatório Grenoble, na França. As descobertas foram feitas pelo Buscador de Planetas de Velocidade Radial de Alta Precisão, que procura por instabilidades sutis no movimento de uma estrela, que podem ser causadas pela atração gravitacional de um planeta próximo. Nenhum dos novos planetas foi fotografado.


Fonte: Revista UFO

4.12.09

Foi descoberto um novo planeta que pode ter vida




Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581 d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e, assim, de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.

"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581 d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.

Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.

"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.




Vizinho próximo

O Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.

Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581 d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.

"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.

"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes a Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.

"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".



27.11.09

Estrela gigante pode ter cauda do tamanho do Sistema Solar.



Concepção artística mostra a estrela Betelgeuse, que é mil vezes maior que o Sol; nos pontos à direita (de cima para baixo) estão o Sol, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.


A estrela gigante Betelgeuse, uma supergigante vermelha também chamada de Alfa Órion, localizada na constelação de Órion, tem uma cauda de gás do tamanho do nosso Sistema Solar, indicaram fotos de uma precisão sem precedente publicadas nesta quarta-feira pelo Observatório de Paris. A Betelgeuse é uma estrela mil vezes maior que o Sol. Isto significa que se estivesse no centro de nosso Sistema Solar, se estenderia até Júpiter, passando por Mercúrio, Vênus e a Terra.
Ela é cem vezes mais brilhante que o Sol, mas tem apenas alguns milhões de anos, em contraste com os 4,5 bilhões de anos do Sol, e apesar de sua juventude, tem pouco tempo de vida. Dentro de poucos milhares de ano, ela se tornará uma supernova e então será facilmente visível da Terra.
Os astrônomos do Laboratório de Estudos Espaciais e de Instrumentação na Astrofísica (Lesia) do Observatório de Paris obtiveram as imagens mais detalhadas de Betelgeuse graças ao sistema óptico adaptável do telescópio VLT da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica (ESO) no Chile. "A óptica adaptativa corrige a maior parte das perturbações ligadas à atmosfera", indicou o Observatório de Paris em um comunicado.
Para destacar a cauda de gás, assim como uma gigantesca bolha que verve na superfície da estrela, os astrofísicos utilizaram uma técnica chamada de "imagem seletiva". "Ela consiste em selecionar as melhores imagens entre milhares de poses muito rápidas que fixam as perturbações atmosféricas residuais, para depois combiná-las em uma imagem muito mais fina do que a resultante de uma só pose grande", destacou o Observatório. 

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